2026 Gartner® Magic Quadrant™

Emplifi named a Leader in the 2026 Gartner® Magic Quadrant™ for Social Media Management and Listening

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8 min read
set 15, 2026

Posts em collab no Instagram geram mais engajamento orgânico em marcas de todos os tamanhos

As collabs do Instagram publicadas por criadores (principalmente Reels) geram o maior engajamento orgânico, mais compartilhamentos e mais republicações, o que as torna uma forma de alto impacto para as marcas alcançarem novas comunidades, enquanto as collabs lideradas pela marca continuam sendo a melhor opção para ter mais controle sobre a mensagem.

Jitka Skalicka Analytics Solutions Consultant at Emplifi

Pontos principais

  • Mais de 73% das marcas da nossa análise publicaram posts em collab no Instagram no primeiro semestre de 2026.
  • Tanto as collabs próprias quanto as aceitas superam os posts padrão de uma marca, e as colaborações aceitas trazem o maior aumento.
  • Os posts em collab geram mais compartilhamentos e republicações em todos os setores analisados, ajudando o conteúdo a ir além do público atual da marca.
  • Os Reels têm os maiores ganhos de desempenho com a colaboração, e as marcas com maior share of voice de UGC também costumam ter mais engajamento nos posts em collab.

O alcance orgânico no Instagram está cada vez mais difícil de conquistar com consistência. Para as marcas, a questão não é mais apenas se devem trabalhar com criadores, mas como estruturar essas parcerias para que o conteúdo alcance o público certo e gere um engajamento relevante.

Nossa análise de perfis de marcas no Instagram no primeiro semestre de 2026 mostra que os posts colaborativos estão associados a um desempenho orgânico melhor do que os posts padrão das marcas em todos os setores, tamanhos de perfil e formatos.

Os maiores ganhos vêm das colaborações aceitas, em que um criador ou parceiro publica o post e convida a marca para participar como coautora.

Mais de 73% das marcas do nosso conjunto de dados usaram colaborações no Instagram. A maioria combinou duas abordagens:

Colaborações próprias (owned): a marca publica o post e convida um criador ou perfil parceiro para colaborar.

Colaborações aceitas (accepted): um criador ou parceiro publica o post e convida a marca para colaborar.

Resumindo: os dois formatos permitem que um post apareça para os públicos dos perfis que aceitam a colaboração. A diferença está em quem lidera o conteúdo. As colaborações próprias dão às equipes mais controle sobre a mensagem e a execução, enquanto as colaborações aceitas podem parecer mais naturais para o público já estabelecido do criador.

Marcas que colaboram costumam ser mais consolidadas

As marcas que publicam posts em collab também costumam ter públicos maiores, engajamento mediano mais alto e uma atividade de publicação maior no geral do que as marcas que não usam colaborações em sua estratégia de redes sociais. Isso não significa que a colaboração sozinha gere esses resultados. Marcas mais consolidadas podem ter redes de criadores maiores, orçamentos de conteúdo mais altos ou programas de redes sociais mais maduros.

Ainda assim, o padrão se repete em todos os setores: a colaboração faz parte da forma como as marcas com maior maturidade nas redes sociais ampliam seu alcance além do próprio público.

Gráfico de barras: parcela de perfis de marcas no Instagram que usam colaborações próprias, aceitas ou ambas, por setor, primeiro semestre de 2026

Moda, viagens e hotelaria e eletrônicos e software mostram uma adoção especialmente alta de colaborações, mas não seguem a mesma estratégia. As marcas de eletrônicos e software apostam mais nas colaborações aceitas, enquanto as marcas de moda publicam uma parcela maior de collabs próprias. Viagens e hotelaria se destaca por usar os dois modelos: quase 60% dos perfis do setor publicam uma combinação de colaborações próprias e aceitas.

Colaborações aceitas trazem o maior aumento de engajamento

Em todo o conjunto de dados, os dois tipos de posts em collab superam os posts padrão da mesma marca. As colaborações aceitas trazem consistentemente o maior aumento.

Gráfico de barras: aumento de interações em colaborações próprias e aceitas no Instagram, por setor, primeiro semestre de 2026

Para as marcas, a conclusão não é que um modelo deva substituir o outro. As colaborações próprias continuam úteis quando o controle da mensagem, os detalhes do produto ou a consistência da campanha são o mais importante. As colaborações aceitas são um complemento valioso quando o objetivo é apresentar a marca por meio da voz e do público de um criador.

Posts em collab multiplicam a amplificação

A vantagem de desempenho vai além de curtidas e comentários. Os posts em collab também geram muito mais compartilhamentos e republicações em todos os setores que analisamos.

Gráfico de barras: aumento de compartilhamentos e republicações em colaborações próprias e aceitas no Instagram, por setor, primeiro semestre de 2026

Mais uma vez, as colaborações aceitas trazem os melhores resultados, chegando a mais de 5 vezes a amplificação dos posts sem collab em e-commerce e varejo. Mesmo nos setores com aumento comparativamente menor, os dois tipos de colaboração geram muito mais compartilhamentos e republicações do que os posts padrão das marcas.

Isso é importante porque compartilhamentos e republicações ajudam o conteúdo a alcançar pessoas além do público atual da marca. Eles são um indicador importante para saber se uma colaboração está ajudando o conteúdo a circular, em vez de apenas gerar engajamento entre pessoas que já seguem a marca.

A estratégia de colaboração muda conforme as marcas crescem

A colaboração aumenta o engajamento em todas as categorias de tamanho de perfil, mas a estratégia muda conforme as marcas crescem.

Nesta análise, o tamanho do perfil é baseado no número de seguidores: perfis XS têm menos de 10.000 seguidores; perfis S, de 10.000 a 49.999; perfis M, de 50.000 a 99.999; perfis L, de 100.000 a 999.999; e perfis XL, mais de 1 milhão de seguidores.

Os perfis menores têm o maior aumento relativo de interações. Os posts em collab aceitos de marcas XS recebem 5 vezes mais interações do que seus posts padrão sem collab. Para marcas com um público estabelecido limitado, essa pode ser uma forma eficaz de apresentar conteúdo ao público de um criador.

Gráfico de barras: aumento de interações em colaborações próprias e aceitas no Instagram, por tamanho de marca, primeiro semestre de 2026

Para as marcas maiores, a oportunidade tem menos a ver com superar um público limitado e mais com ampliar o alcance para novas comunidades. As marcas XL publicam mais conteúdo em collab no geral e têm mais chances de liderar o post elas mesmas. Ainda assim, as colaborações aceitas continuam trazendo um aumento maior.

Gráfico de barras: aumento de interações por tamanho de marca e número de parceiros únicos de colaboração no Instagram, primeiro semestre de 2026

O número de colaboradores também importa. Marcas menores que trabalham com um número limitado de parceiros escolhidos com cuidado costumam ter o maior aumento. Já as marcas maiores têm melhores resultados quando trabalham com um grupo mais amplo de colaboradores, o que pode ajudar a reduzir a sobreposição de públicos e ampliar a descoberta.

Para equipes de grandes empresas, isso reforça a necessidade de olhar além do alcance dos criadores. O programa mais eficaz não é necessariamente o que tem mais colaboradores, e sim o que combina criadores, públicos e formatos de conteúdo com um objetivo de negócio claro.

Os Reels têm os maiores ganhos com a colaboração

O formato continua importando. A colaboração melhora o desempenho em todos os tipos de post, mas os Reels têm os maiores ganhos, principalmente quando são colaborações aceitas.

Gráfico de barras: aumento de interações em colaborações próprias e aceitas no Instagram, por tipo de post, primeiro semestre de 2026

Os Reels se destacam como o formato mais forte para posts em collab, principalmente nas colaborações aceitas. Eles são feitos para alcançar pessoas além do público atual da marca, e o estilo familiar de um criador pode tornar a parceria mais relevante para quem já o segue.

Os carrosséis em collabs próprias têm o menor aumento. Isso não significa que as marcas devam deixar de usar carrosséis. Eles continuam úteis para explicar produtos, contar a história de uma campanha e criar conteúdos que precisam de mais espaço para transmitir uma mensagem. Mas talvez não sejam o melhor formato quando o objetivo é aproveitar o alcance e a credibilidade de uma parceria com um criador.

Para as marcas, a conclusão é simples: comece pelos Reels quando a prioridade for descoberta e engajamento. Use carrosséis quando a campanha precisar de mais contexto e depois meça se incluir um colaborador melhora o desempenho em relação ao seu conteúdo de marca habitual.

Alta visibilidade de UGC e bom desempenho em collabs andam juntos

As marcas com maior share of voice de UGC, medido pelo volume de posts e Stories que marcam a marca, também publicam uma parcela maior de posts em collab. Mais importante ainda, elas têm mais engajamento tanto no conteúdo em collab quanto no restante, com a maior diferença nos posts em collab.

Gráfico de barras: parcela de posts em collab e engajamento por tamanho de marca, para as marcas líderes em UGC e as demais marcas, primeiro semestre de 2026

Isso sugere que as parcerias com criadores mais fortes não funcionam de forma isolada. Elas fazem parte de uma comunidade mais ampla que já fala sobre a marca, faz marcações dela e a compartilha. Quando um criador adiciona a marca como colaboradora, o conteúdo conta com mais do que o público do criador. Ele entra em uma conversa que a própria comunidade da marca já ajuda a manter viva.

Para as marcas, isso significa que a estratégia de criadores e a estratégia de UGC devem ser planejadas juntas. O conteúdo, os criadores e as comunidades que geram marcações orgânicas podem ajudar as equipes a identificar com quem fazer parcerias, o que repercute com o público e onde uma colaboração tem mais chances de circular.

Os dados não provam que os posts em collab geram mais UGC orgânico, nem que um alto share of voice de UGC causa diretamente um melhor desempenho nas collabs. Mas a relação é significativa: as marcas que conquistam a participação do público com consistência parecem mais bem posicionadas para transformar parcerias com criadores em um engajamento mais amplo da comunidade.

O que as marcas devem fazer agora

Os dados não apontam para uma fórmula universal de colaboração. Mas mostram várias formas práticas de fazer as parcerias com criadores renderem mais.

Use colaborações aceitas quando credibilidade e descoberta forem a prioridade. Os posts liderados por criadores trazem consistentemente o maior aumento de engajamento e amplificação. Dê aos parceiros certos liberdade criativa suficiente para que o conteúdo pareça natural para o público deles.

Use colaborações próprias quando o controle for importante. Os posts liderados pela marca continuam valiosos para lançamentos de produtos, categorias regulamentadas, mensagens de campanha e conteúdos que precisam de um ponto de vista claro da marca. A oportunidade está em combinar esse controle com parceiros cujos públicos sejam realmente relevantes.

Faça dos Reels o ponto de partida dos seus testes. Nesta análise, os Reels trazem o maior ganho com a colaboração. Teste collabs próprias e aceitas nesse formato e compare o desempenho com o dos seus Reels habituais sem collab.

Meça compartilhamentos e republicações, não apenas curtidas e comentários. O engajamento é útil, mas a amplificação mostra se o conteúdo realmente está indo além do público que sua marca já tem. Inclua compartilhamentos, republicações, alcance e crescimento de seguidores nos relatórios de criadores, junto com as interações.

Ajuste o tamanho da sua rede de criadores à sua estratégia de público. Marcas maiores podem precisar de uma variedade maior de colaboradores para alcançar novas comunidades e reduzir a sobreposição de públicos. Marcas menores ou de nicho podem extrair mais valor de parcerias mais profundas e recorrentes com um grupo seleto de criadores bem alinhados.

Conecte as parcerias com criadores à sua estratégia de comunidade como um todo. As marcas com maior share of voice de UGC também têm mais engajamento nos posts em collab. Acompanhe as conversas, as marcações e a resposta da comunidade que uma parceria gera e use esses insights para orientar a escolha de futuros criadores e o planejamento de conteúdo.

Conclusão

As colaborações no Instagram não são um atalho para o crescimento orgânico. Elas funcionam melhor quando as marcas as tratam como parte de uma estratégia mais ampla de conteúdo, criadores e comunidade.

Para equipes de grandes empresas, a oportunidade está em equilibrar o controle do conteúdo próprio com o alcance e a credibilidade das colaborações aceitas e depois usar dados de desempenho para refinar o mix. Os melhores programas fazem mais do que colocar uma marca diante de um novo público. Eles criam conteúdos com os quais as pessoas querem interagir, que querem compartilhar e levar para suas próprias comunidades.

Metodologia: análise baseada em dados de clientes da Emplifi de 1º de janeiro a 30 de junho de 2026. A análise de amplificação inclui 520.198 posts publicados e colaborações aceitas de 3.791 perfis do Instagram. O tamanho das amostras varia conforme a métrica e inclui apenas os perfis que atendem às condições necessárias para cada comparação. Categorias de tamanho de perfil: XS, de 0 a 9.999 seguidores; S, de 10.000 a 49.999; M, de 50.000 a 99.999; L, de 100.000 a 999.999; XL, mais de 1 milhão.

Perguntas frequentes sobre colaborações no Instagram

Um post em collab no Instagram é um único post compartilhado por duas contas. A conta que publica convida outra conta para colaborar, e o post aparece para os públicos das contas que aceitam o convite.

Em uma colaboração própria, a marca publica e convida um criador ou parceiro para participar. Em uma colaboração aceita, o criador ou parceiro publica primeiro e convida a marca.

Na análise da Emplifi do primeiro semestre de 2026, as colaborações aceitas trouxeram o maior aumento de engajamento em comparação com os posts padrão de uma marca. Os posts liderados por criadores têm mais chances de parecer naturais para o público deles.

Nesta análise, os Reels mostraram os maiores ganhos com a colaboração, principalmente nas colaborações aceitas. Os carrosséis continuam úteis quando uma campanha precisa explicar o produto ou trazer mais contexto.

Meça as interações junto com compartilhamentos, republicações, alcance, crescimento de seguidores e o objetivo de negócio da campanha. Compare as colaborações próprias e aceitas com os posts habituais da marca sem collab no mesmo formato.

Os melhores programas conectam as parcerias com criadores à comunidade mais ampla que já marca, compartilha e fala sobre a marca. Esses padrões orientam a escolha de criadores e o planejamento de conteúdos futuros.

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